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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Benefícios dos chás: Camellia sinensis.


Provenientes da mesma planta, a Camellia sinensis, os chás são divididos em 4 categorias, de acordo com a forma com que a planta é processada.
·         Chá branco: obtido apenas pelo processo de secagem dos brotos, sem fermentação.

·         Chá verde: feito com as folhas da planta, que são torradas imediatamente após a colheita, para que não ocorra a fermentação.

·         Chá Oolong: as folhas passam por uma parte do processo de fermentação, sendo considerado semifermentado.

·         Chá preto: o processo de fermentação é realizado até o fim. O chá vermelho é apenas mais uma designação do chá preto, porém existe uma outra planta, Aspalanthus linearis, que é comercializada como chá vermelho apesar de não ser tecnicamente chá, já que não vem da Camellia sinensis.

Os benefícios dos chás estão relacionados à ação de seus compostos fenólicos ou flavonóides, que têm propriedades anti-inflamatórias, hipoglicemiantes, antitrombóticas e capacidade de diminuir as gorduras no sangue. Os flavonóides dos chás possuem capacidade de modular a noradrenalina, aumentando assim a termogênese e a oxidação das gorduras, evitando, dessa forma, o aumento no tamanho e quantidade de adipócitos (células de gordura) e, consequentemente, prevenindo o depósito de gordura no organismo e regulando o peso corporal.

O chá verde tem efeito protetor contra diversos tipos de câncer e doenças cardiovasculares, possui propriedade antialérgica, antiesclerótica e antibacteriana, além de ser rico em minerais e vitamina K. Além disso, o chá verde aumenta a oxidação de gorduras e o gasto calórico, o que contribui para a perda de peso e diminuição de massa gorda. Estudos com resultados positivos aumentam as esperanças de que o chá possa ter ação preventiva contra o Alzheimer. Já o chá preto possui ação contra os radicais livres, tem potencial anticarcinogênico e antimutagênico e capacidade para reduzir doenças cardiovasculares.

Como preparar o chá verde:

Para o melhor aproveitamento das propriedades antioxidantes, o chá verde deve ser preparado com tempo de infusão entre 3 e 5 minutos (da folha ao invés de sachê). Faça assim: coloque o chá verde, na proporção de 1 colher de chá para cada xícara de água num recipiente de porcelana ou vidro. Não deixa a água levantar fervura. Portanto, aqueça água filtrada até que comecem a levantar as primeiras bolhas, as mais pequeninas. Retire a água do fogo e jogue em cima das folhas de chá verde. Tampe e espere de 3 a 5 minutos. Em seguida coe e beba (quente ou frio). Os princípios bioativos e as propriedades antioxidantes mostraram-se estáveis ao armazenamento em temperatura ambiente e em geladeira por no máximo 24 horas. Desta forma, o consumidor pode preparar o chá, mantê-lo em geladeira ou mesmo em temperatura ambiente e consumi-lo ao longo do dia. Para as pessoas que têm dificuldade de tomá-lo sozinho, basta misturar uma fruta d sua preferência e bater no liquidificador ou apenas misture com água de coco. Importante: o chá não deve ser reaquecido, devem ser consumidos sem açúcar.

Horário para usar o chá verde:

Não deve ser ingerido após as 16 horas por pessoas que sofrem de insônia ou possuem dificuldade para dormir. Também não deve ser usado após o almoço para não prejudicar a absorção de alguns nutrientes, principalmente do ferro. O ideal é não combiná-lo com alimentos como leite e derivados. Prefira tomar o chá no meio da manhã (colação) ou meio da tarde (lanche da tarde), acompanhado de pães ou biscoitinhos integrais. Algumas pessoas preferem misturar à água de coco e tomar durante a atividade física.

Quantidade de chá verde diária
:

Hipertensos não devem exceder de 2 xícaras de chá por dia. O ideal é que o chá seja mais diluído se consumido por hipertensos e pessoas ansiosas. Para quem não apresenta nenhum agravo à saúde, o consumo de até 4 xícaras diárias é saudável.

O chá é considerado um alimento funcional que, se consumido no cotidiano,
 pode trazer inúmeros benefícios à saúde humana. Porém, como todo alimento, a ingestão excessiva de chás pode trazer efeitos indesejados e maléficos como problemas renais, anemia, fluorose dental, dentre outros.

Atenção:
O chá verde em cápsula só pode ser usado
se indicado por um profissional de saúde.
Hipertensos, portadores de gastrite e refluxo e pessoas que possuem hipotireoidismo (apenas do tipo auto-imune)
não devem abusar desta bebida.
 Todos os chás são contra indicados durante a gravidez.


O chá verde é rico em cafeína, substância com propriedades estimulantes, que funciona como vasoconstritor (diminuição do calibre dos vasos sangüíneos). Isso faz com que o sangue tenha maior resistência ao passar pelos vasos, dificultando de certa forma a sua circulação. Esta maior resistência pode ser traduzida em um aumento da pressão. Além disso, a cafeína acelera os batimentos cardíacos. Em pessoas não habituadas ao uso de cafeína estes sintomas podem ser intensificados, principalmente se o consumo for excessivo. A cafeína pode ainda estimular a secreção gástrica ácida e piorar os a dor em indivíduos portadores de gastrite e refluxo.

Pessoas com tireoidite auto-imune não devem consumir chá verde, pois um dos efeitos deste chá é estimular o sistema imunitário. Explica-se então a principal contra-indicação do chá verde nos hipotiroideus, mas como mencionado, apenas se houver como base uma tiroidite auto-imune. Portanto, consulte um endocrinologista antes de tomar o chá verde.


Referências Bibliográficas:

Revista Nestlé Bio Nutrição e Saúde. Branco, verde, vermelho, preto...O arco-íris do chá. ISSN 2176-8463. Ano 4, nº12. São Paulo; agosto, 2010.

NISHIYAMA, MF; et al. Chá verde brasileiro (Camellia sinensis var assamica): efeitos do tempo de infusão, acondicionamento da erva e forma de preparo sobre a eficiência de extração dos bioativos e sobre a estabilidade da bebida. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 30(Supl.1): 191-196, maio 2010.

ANutricionista. Benefícios do chá. Nutricionista Adriana Fernandes Miranda - CRN4 09100076. Disponível em <http://www.anutricionista.com/beneficios-do-cha.html>. Acesso em 02 de junho de 2011.
ANutricionista. Chás derivados da Camellia sinensis. Nutricionista Francis Moura Santos- CRN5 3243/P. Disponível em < http://www.anutricionista.com/os-chas-derivados-da-camellia-sinensis.html>. Acesso em 02 de junho de 2011.
LIMA, J.D., et al. Chá: aspectos relacionados à qualidade e perspectivas. Ciência Rural, Santa Maria, v.39, n.4, p.1270-1278, jul, 2009. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/cr/2009nahead/a132cr546.pdf>. Acesso em 02 de junho de 2011.
SENGER, A.E.V., et al. Chá verde (Camellia sinensis) e suas propriedades funcionais nas doenças crônicas não transmissíveis. Scientia Medica, Porto Alegre, v.20, n.4, p.292-300, 2010. Disponível em <http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/scientiamedica/article/viewFile/7051/5938>. Acesso em 02 de junho de 2011.

Nutrício. Disponível em http://www.nutricio.com.br/cha-verde.htm. Acesso em 20 de junho de 2011.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Alimento funcional


O aumento da expectativa de vida da população junto ao crescente custo com a saúde (médico, hospital, medicamentos, etc.) faz as pessoas se preocupem mais com o estilo de vida. A busca por hábitos e costumes saudáveis que promovem a saúde e previne os agravos está à cada dia mais presente em nossas vidas. Neste âmbito, a nutrição precisa se adaptar a novos desafios, através do desenvolvimento de novos conceitos como os alimentos funcionais.

Muitas pessoas ouvem ou já ouviram falar sobre os alimentos funcionais, mas muitos ainda não sabem ou têm dúvidas sobre o que são, quais são funcionais, qual a diferença deste para um alimento convencional, se é terapêutico ou não... enfim! São tantas informações, são tantos “Ctrl C Ctrl V”, que nos deixam confusos! Então, confira a real definição de um alimento funcional:

São considerados alimentos funcionais aqueles que, além de fornecerem a nutrição básica (garantindo nutrientes como carboidratos, proteínas, lipídeos, vitaminas e minerais), promovem a saúde. Esses alimentos possuem potencial para promover a saúde através de mecanismos não previstos através da
nutrição convencional, devendo ser salientado que esse
efeito restringe-se à promoção da saúde e não à cura de doenças.
 

Assim como afirma o conceito, o alimento funcional realmente promove a saúde.

Mas pergunto a vocês leitores:

Qual alimento que consumido com moderação, respeitando as quantidades e proporções estabelecidas pela Pirâmide Alimentar, não promove a saúde?

Podemos sim acreditar nos poderes dos alimentos, todos eles possuem suas particularidades, características e funcionalidade. Uns mais e... outros menos! O que não podemos é acreditar que a nutrição funcional irá salvar as nossas vidas e curar doenças, assim como está sendo divulgado na mídia.

Precisamos saber e conhecer a importância dos alimentos funcionais em nossas vidas, sem nos esquecer de que o fundamental para nossa saúde é a reeducação alimentar.

Alimentar bem é difícil!!! Daí a importância do nutricionista, principalmente na ascensão do novo paradigma da saúde: a promoção da saúde e a prevenção de agravos!



Referência:

SAAD, Susana Marta Isay. Probióticos e prebióticos: o estado da arte. Rev. Bras. Cienc. Farm., São Paulo, v. 42, n. 1, mar. 2006 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-93322006000100002&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 15 jun. 2011


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Adoçantes engordam!!!

Por que será que os adoçantes, que por muitos são utilizados em dietas para perda de peso, agora se tornou o mais novo vilão desta história? Para decepção de muitos, para desespero de outros, a notícia de que os adoçantes engordam chegou provocando dúvidas e indagações.
A justificativa para esta comprovação é simples:

Quando ingerimos o adoçante as papilas gustativas presentes na língua percebem o sabor doce. Então, receptores presentes nestas papilas enviam a mensagem de que o organismo irá receber energia (açúcar), fazendo com que o mesmo se prepare para isso. Porém, para a infelicidade das células, esta energia não chega até elas. E o organismo, já preparado para receber a energia, continua a requerendo. O final da história é que neste momento sentimos então a vontade de comer mais alimentos energéticos como os açúcares, massas, pães e doces.

A mesma pesquisa que comprovou que os adoçante tem o poder de estimular o ganho de peso, concluiu também que o uso da sacarina sódica (um tipo de adoçante) aumenta o desejo de consumir doces e carboidratos. Não foi estudado se outro tipo de edulcorante é capaz de exercer o mesmo, mas acredito que a possibilidade é alta.

Ainda, toda substância química que consumimos, incluindo os adoçantes, ou que inalamos, depois de entrarem em nosso organismo precisam da ajuda dos antioxidantes para serem secretados do organismo. Os antioxidantes estão presentes principalmente nas frutas e vegetais e se a alimentação é inadequada e insuficiente nestes nutrientes, o fígado fica sobrecarregado e não consegue exercer adequadamente a sua função de detoxificar nosso organismo, ou seja, eliminar as substâncias nocivas à saúde. Estas substâncias ficando retidas se alojam nas células de gordura, o que provoca uma inflamação com conseqüente inchaço. A obesidade é uma reconhecida como inflamatória. Portanto, quando o paciente já é obeso essa inflamação causada pela obesidade, somatizada à inflamação decorrente da má detoxificação do organismo e acúmulo de substâncias tóxicas provenientes de edulcorantes artificiais, colabora ainda mais para o aumento do peso corporal.

Mas um questionamento importante e que muitos já devem estar indagando é o seguinte:

E os pacientes diabéticos que precisam perder peso corporal?

Neste caso em especial o paciente não pode consumir açúcar. Então, pelo custo benefício, o ideal é escolher adoçantes naturais como sucralose ou steviosídeo. Além disso, o ideal é fazer um acompanhamento com o Nutricionista, de preferência especializado em Nutrição Funcional, para auxiliar no processo de detoxificação do organismo.

Recomendações importantes:

·         Devemos consumir adoçantes com moderação, exceto no caso do diabético em que há necessidade de consumi-los em todas as preparações doces. Se utilizarmos de forma cautelosa, ou seja, a menor quantidade possível, não só nos afastamos da probabilidade de engordar, mas também evitamos o acúmulo de substâncias químicas em nosso organismo que podem prejudicar a saúde.

·         Existe um limite para o consumo dos adoçantes artificiais. A informação costuma vir na própria embalagem e tem por objetivo evitar o acúmulo dos resíduos tóxicos do produto no organismo. Aliás, ler bem a composição e indicações de cada adoçante é essencial!

·         Se o indivíduo for saudável e estiver eutrófico, não há a necessidade de consumir edulcorantes artificiais. O açúcar natural (de preferência o açúcar cristal), o açúcar mascavo e o mel podem ser opções para adoçar. Porém é preciso respeitar as quantidades diárias recomendadas pela nutricionista, ou seguir a recomendação da Pirâmide Alimentar Brasileira: 1 a 2 porções diárias de doces ou açúcar, sendo que cada porção equivale ao fornecimento de 110 calorias.

·         O indivíduo que deseja perder peso e fazer uma reeducação alimentar deve utilizar os adoçantes com moderação (no máximo  3 a 5 gotas por copo ou 1 sache por copo) e realizar atividades físicas diárias (mínimo de 30 minutos por dia).

·         Uma ressalva importante é variar ao máximo tanto as marcas quanto os tipos de edulcorantes! Isso vale também para os produtos em que são adicionados os edulcorantes: leiam com atenção os rótulos de cada embalagem!!!

·         Atenção: as pessoas que possuem problemas renais e cardíacos, especialmente pressão alta, precisam ficar de olhos abertos na quantidade de sódio dos adoçantes, pois pode ser prejudicial.

·         Quanto às crianças, só devem utilizar adoçantes sob recomendação médica e da nutricionista. Caso contrário, prefira equilibrar a alimentação da garotada ao invés de vetar a ingestão de açúcar.

Para completar a matéria e para esclarecer um pouco mais sobre os edulcorantes, observem a tabela a seguir com as características dos principais adoçantes:

Tipo
Restrição
Em relação ao açúcar
Sabor

SUCRALOSE

Sem restrição de uso para todas as idades. Não é metabolizado como carboidrato. Não é absorvido pela corrente sanguínea. Não é calórico e não provoca cáries. Estável a temperatura altas e baixas.


600 vezes mais doce

Agradável

ASPARTAME

Muito usado pela indústria alimentícia, principalmente em refrigerantes diet. Restrição para quem tem doenças renais. È contra indicado para quem tem fenilcetonúria. Sensível ao calor, por isso perde seu poder de adoçamento em altas temperaturas.


200 vezes mais doce

Agradável

ESTEVIOSÍDIO

Adoçante artificial mais antigo. Não tem calorias. Sem restrição de uso. Não é metabolizado pelo organismo. Estável em altas temperaturas.


300 vezes mais doce

Sabor residual levemente amargo

SACARINA

Extraída da folha da Stevia rebaudiana, por isso tem origem vegetal. Sem restrição de uso. Tem boa estabilidade em altas e baixas temperaturas. Não é calórico e não provoca cáries.


500 vezes mais doce

Em altas concentrações deixa sabor residual levemente amargo


CICLAMATO DE SÓDIO

Sem restrição de uso. Não é calórico. Liberado recentemente por falta de evidências científicas que comprovassem a suspeita de comprovar câncer. Não é metabolizado pelo organismo. Não perde o poder adoçante quando submetido a altas temperaturas.


40 vezes mais doce

Pode deixar sabor residual levemente amargo

FRUTOSE

Edulcorante natural, extraído do açúcar das frutas. Restrição para diabéticos, já que a substância possui 4 Kcal/g. O uso prolongado dificulta a absorção do cobre, mineral importante na síntese de hemoglobina.


173 vezes mais doce

Agradável

SORBITOL

Substância natural presente em algumas frutas e algas marinhas. Não indicado para pessoas obesas e dibéticos, pois é calórico e fornece 4 Kcal/g. Não provoca cáries. Resiste sem perder o poder adoçante a processos de aquecimento.


50% menos doce

Agradável

ACESSULFAME - K

Adoçante sintético de maior resistência ao armazenamento prolongado e a diferentes temperaturas. Não é calórico e não é metabolizado pelo organismo.


200 vezes mais doce

Pode deixar sabor residual levemente amargo
Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes

Outro edulcorante que recentemente foi lançado no mercado é o Tagatose: produzido a partir do açúcar do leite, tem cerca de 1,5 caloria por grama e também não é digerido pelo organismo. Costuma ser misturado com outros tipos de adoçante, mas, como é uma novidade no mercado, ainda não está presente em muitos produtos. Alguns produtos que utilizam este adoçante são da americana Diet Pepsi. Ainda não há pesquisas que apontem alguma toxicidade específica no uso do adoçante, apenas alguma intolerância gastrointestinal se consumida em grandes quantidades.

Os edulcorantes Xilitol e Manitol são semelhantes ao manitol: adoçantes criados a partir da redução da glicose (sorbitol) e da frutose (manitol) e também pela hidrogenação da xilose (xilitol). Como mencionada são calóricos: cada grama contém 4 kcal. Mas, por não causarem cáries, têm sido amplamente empregados pela indústria na produção de goma de mascar e balas.

Apresento a seguir alguns edulcorantes mais utilizados e suas respectivas quantidades diárias que podem ser ingeridas sem prejudicar a saúde:

Edulcorante
Quantidade máxima por dia
Sacarina
5,0 mg / Kg de peso
Ciclamato
7,0 mg / Kg de peso
Aspartame
40,0 mg / Kg de peso
Steviosídeo
5,5 mg / Kg de peso
Acesulfame K
15,0 mg / Kg de peso
Sucralose
5,0 mg / Kg de peso
Xilitol, Manitol, Sorbitol
15,0 mg / Kg de peso
Fonte: Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba



Referências consultadas: 
·         http://www.cienciasmedicas.com.br/sistema/artigo.php?idArtigo=336
·         ANutricionista.Com - Cristiane Mara Cedra - CRN3 19470. Disponível em <http://www.anutricionista.com/adocantes-engordam.html>. Acesso em 08 jun. 2011.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Climatério e menopausa X alimentação saudável


As palavras menopausa e climatério têm sentidos diferentes. A menopausa é o momento da vida da mulher em que ocorre a última menstruação, normalmente entre os 40 e 50 anos de idade. Climatério é o período que abrange toda a fase em que os hormônios produzidos pelos ovários (estrogênio e progesterona) vão a cada dia deixando de ser fabricados, marcando assim a transição entre as fases reprodutiva e não-reprodutiva da vida da mulher. Portanto, a menopausa é um evento que acontece durante o climatério. Nem a menopausa nem o climatério são doenças, mas ocorrências naturais ao longo da vida das mulheres.

Modificações que podem ocorrer:

- Calores e suores.

- Humor depressivo e instabilidade emocional.

- A pele pode se tornar fina e enrugada além de haver perda de cabelos, secura nos olhos e dor nas articulações.

- Incontinência urinária (vontade de urinar a todo o momento), secura vaginal provocando dor ou desconforto durante o ato sexual.

- Pode ocorrer um ganho de peso e descontrole do colesterol, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

- A ausência dos hormônios também pode afetar os ossos e aumentar as chances de desenvolvimento de osteoporose.

Como a alimentação pode ajudar:

 
1.   É recomendado um consumo adequado de hortaliças e frutas. Pois os alimentos desse grupo alimentar são fontes de fibras que contribuem para o funcionamento do intestino, além de impedir a absorção em excesso de gorduras e carboidratos.

2.   Não podemos nos esquecer do consumo adequado leite e derivados, de preferência desnatados. Esse é um grupo de alimentos muito importante por ser fonte de cálcio, mineral envolvido na prevenção da osteoporose.

3.   Nosso corpo não pode absorver o cálcio ou adicionar cálcio aos ossos sem a presença de vitamina D, em quantidade suficiente. Alimentos como manteiga, gema de ovo, óleo de fígado de bacalhau, alguns peixes e nata contém pequenas quantidades dessa vitamina, por isso torna-se necessária a exposição solar (em horários adequados, de 7 as 9 h da manhã) para uma melhor absorção da vitamina D e também para sua produção pelo organismo. Atenção: esses alimentos devem ser consumidos com moderação por serem gordurosos.

4.   Procure consumir soja e seus produtos derivados, que são fontes de fitoéstrogenos, substâncias que auxiliam no combate aos sintomas relacionados à menopausa.

5.   Outros compostos que também “imitam” os efeitos do estrógeno no organismo são as lignanas, encontrada na linhaça.

6.   Os açúcares e doces e os óleos e gorduras devem ser consumidos com moderação. Pois o consumo desse grupo alimentar em excesso favorece o excesso de peso e o surgimento de outras doenças. Como já existe um favorecimento para o ganho de peso nessa fase da vida, não podemos abusar.

A menopausa é um período de mudanças,

porém não deve ser visto com desânimo ou tristeza.


Referências:

https://www.buzzero.com/thais-figueiredo/curso-online-Menopausa-e-Climaterio.html
http://integrallenutricao.blogspot.com/2010/06/climaterio-e-alimentacao-saudavel.html
http://www.nutricaoemfoco.com/2008/08/10/vitamina-d/