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quarta-feira, 6 de abril de 2011

TEMPEROS NATURAIS: nossa arma contra o grande vilão SAL!!!

 Temperos substituem o sal e deixam nossa alimentação mais saudável!
Ervas: além de saborosas, fazem bem para a saúde de nosso corpo!

O sal é um dos vilões mais temidos da atualidade, mas também é o menos combatido. Isso porque desde sempre nós nos acostumamos a comer tudo com uma bela pitada de sal. E se fosse só essa pitada, tudo bem! Mas, o que torna o sal um grande vilão é que ele é a principal fonte de sódio que consumimos, podendo causar aumento da pressão arterial levando a problemas mais sérios de saúde, como a hipertensão e sobrecarregar os rins.
Porém, manter sal longe do prato ou pelo menos diminuir as quantidades dele nas receitas pode ser uma medida fácil. A substituição do mineral por outros temperos naturais dá novo gostinho às preparações e promove boa saúde. Os temperos naturais ou condimentos melhoram o sabor, aroma e aparência dos alimentos preparados.  Além disso, através deles podemos modular uma série de reações no nosso corpo! Os temperos podem ser muito úteis na prevenção de doenças, melhora de sinais e sintomas, melhora do sistema imunológico e podem substituir o nosso poderoso vilão, que é o sal em excesso.
Muitas vezes, quando o médico aconselha diminuir o sal da alimentação é comum pensarmos apenas no sal da preparação dos alimentos. Porém, não é somente nas preparações do lanche, almoço e jantar que encontramos o sódio. Não podemos esquecer que a substância do sal, o sódio, nem sempre tem o gosto salgado. É só nos lembrarmos dos alimentos que possuem conservantes como o catchup, na mostarda, no refrigerante, chips e outros.
O tempero pronto industrializado (Knorr, Arisco, Sazon e outros), que dá aquele sabor diferenciado ao alimento, é um ótimo exemplo disso. Além de conter muito sódio, é riquíssimo em gorduras ruins (saturadas) que são prejudiciais ao coração. Os produtos congelados, que são tão práticos e se encaixam perfeitamente à nossa rotina do dia a dia, como a lasanha, a pizza, entre outros, possuem uma quantidade excessiva de sódio. Mortadela, presunto, peito de peru, mussarela, queijo prato, apresuntado, salame, rosbife: todos são ricos em sódio. A salsicha, lingüiça, nuggets, peixes empanados, hambúrguer, almôndega, conservas, molhos prontos, carne seca, bacalhau não são diferentes, ou seja, todos são ricos em sódio.
Uma forma de reduzir o teor de sódio do tempero caseiro que utilizamos nas preparações culinárias é utilizar o sal ligth como ingrediente. Possui 50 % de sódio e 50% de cloreto de potássio.
Segundo o III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial, a recomendação de sal diário para o hipertenso é de 6 gramas por dia, ou seja, 1 colher de chá de sal contando todas as preparações do dia.
Outra medida muito importante é retirar o saleiro da mesa. O sal de adição prejudica muito a saúde do hipertenso e pode contribuir para o aumento da pressão arterial até mesmo nas pessoas saudáveis. Além disso, as pessoas que possuem o hábito de utilizar adoçantes devem ficar atentas às substâncias presentes nesses produtos. É necessário evitar sacarina sódica e o ciclamato de sódio. Estas substâncias estão presentes também na maioria dos alimentos diet e light dos supermercados. É preciso variar sempre os tipos de adoçantes atentando às quantidades de sódio presentes.
Mas, atenção!!! Não é só controlando o sal que o tratamento nutricional estará adequado. É necessário ter uma alimentação saudável. Comer de 3 a 5 porções de frutas por dia, vegetais crus e cozidos no almoço e jantar, preferir alimentos integrais e evitar frituras e excesso de óleo nas preparações dos alimentos. O excesso de gordura aumenta o risco de ter infarto. A pressão alta também. Por isso, não devemos abusar nas gorduras. Ainda é preciso lembrar que utilizar excessivamente tanto o azeite quanto o óleo durante o cozimento dos alimentos é prejudicial à saúde. Devemos adicionar o azeite de oliva extra virgem após o preparo dos alimentos. Este óleo quando aquecido perde suas propriedades funcionais e modifica sua estrutura química tornando-se saturado.
A seguir são apresentadas algumas ervas que podem ser utilizadas como ingredientes de temperos naturais benéficos à saúde.

  
Alho e Cebola: Os acompanhamentos básicos de quase todos os nossos pratos fazem muito bem a nossa saúde. Suas ações melhoram o colesterol (diminui os níveis de colesterol ruim, o LDLc), diminuem a pressão arterial, é antiinflamatório, mata bactérias e fungos, diminui a concentração sanguínea de glicose (açúcar) e é anticancerígeno. Mas suas substâncias são liberadas quando o alho é amassado ou triturado e são mais ativas quando o alho é consumido cru. Já a cebola inibe a ação de algumas bactérias e fungos prejudiciais ao nosso organismo e diminui os riscos de trombose e aterosclerose (entupimento das veias). A duplinha ainda ajuda na prevenção de alguns tipos de câncer, como o de pulmão, estômago, próstata e fígado. Cuidado com o tempero “alho e sal” pronto e industrializado, mesmo sendo “Alho e Sal” somente, pois as concentrações de sal são grandes e pode ter o glutamato monossódico que faz muito mal a saúde. 


 
Sálvia: Esta erva é usada como condimento e como planta medicinal por sua ação anti-inflamatória e por ser estimulante da digestão. "A sálvia é indicada nos casos de falta de apetite, edema, afecções da boca, afta, tosse e bronquite. Fica ótima com massas e aves". A sálvia pode ser usada tanto em pó como as folhas inteiras.
  

Manjericão: Toque especial em molhos vermelhos, tortas, saladas ou no clássico molho pesto. "O manjericão, além de muito gostoso, é amigo do sistema cardiovascular e acalma os espasmos da digestão. Quando utilizado em grandes quantidades, é um ótimo fortificante e antigripal."


Alecrim: A planta confere um gostinho leve e especial quando usada na preparação de carnes vermelhas ou peixes. No arroz e em sopas é uma boa pedida também, perfumando o prato e a cozinha. "O alecrim faz bem porque combate o vírus da gripe e previne doenças dos rins, da retina e da catarata." 


Salsa: A salsinha também já é famosa conhecida na culinária. Seja ela desidratada ou em folhas frescas, confere aos pratos um sabor leve e agradável, além é claro, de também ser uma aliada do nosso organismo, pois combate doenças do coração e dos rins.


Pimentas: É muito mais do que um sabor afrodisíaco. O sabor ardido é por causa da capsaicina, substância antioxidante de ação curativa. "Além de prevenir alguns tipos de câncer e de reduzir o colesterol ruim (LDL) do sangue, a pimenta também acelera o metabolismo e, por isso, auxilia no emagrecimento.


 
Coentro: Tanto as folhas como as sementes do coentro são ricas em ferro e vitamina C, e alivia a indigestão.   O coentro aumenta o canal de GABA, um neurotransmissor que desempenha um papel importante na regulação da excitabilidade neuronal ao longo de todo o sistema nervoso. Assim, o coentro age também como um calmante. É rico em cobre, muito importante para combater o estresse oxidatito, pois este mineral é componente de uma substância que atua como antioxidante (enzima superóxido desmutase). Além destes benefícios, este alimento auxilia na prevenção da anemia, é importante para o cérebro, protetor contra doenças cardiovasculares, é detoxificante (ajuda na eliminação de toxinas) e antiinflamatório por inativar a histamina. Pode também ser usado em sopas, saladas e carnes.

Estragão: Apesar de não ser muito conhecido, pode ser facilmente encontrado nas lojas de temperos ou até em supermercados. Suas folhinhas são parecidas com erva-doce. Experimentar estragão vai garantir um sabor novo, levemente adocicado, à comida, além de aliviar a cólica menstrual e auxiliar na digestão.


Hortelã e menta: Estas duas plantinhas são na verdade parte de um mesmo gênero, a Mentha. Os sabores são muito parecidos e, por isso, ambos caem muito bem como complemento de peixes, carnes e molhos. Além de refrescantes, essas plantinhas são ótimas para a digestão e proporcionam alívio para crises de bronquite, cólica estomacal e intestinal, dores, gripes e tosses.


Louro: Caldinhos de feijão, sopa de legumes e carnes recheadas ficam com um sabor todo especial quando acrescentamos duas ou três folhinhas de louro. "Além de perfumar, os chás das folhas de louro proporcionam alívio contra gases.


 
Orégano: Muitas pessoas evitam o tempero por considerá-lo forte demais, por isso, o segredo é colocar apenas uma pitadinha, combinada outros ingredientes. As folhas de orégano fresco dão ainda mais aroma ao prato. Suas ações são de ação bactericida, antiinflamatória, alto poder antioxidante sendo 42x mais o poder da maçã.


 
Tomilho: Esta erva é muito versátil porque pode ser usada em praticamente tudo na cozinha. Sem contar que é bom para aliviar distúrbios intestinais e prevenir inflamações. Além de muito saborosa, a plantinha é também muito bonita com suas folhas verdes em formato de coração e pequenas florzinhas. Por isso, além de usá-la como tempero, vale também investir na decoração do prato. 


Açafrão ou Cúrcuma: Além de proporcionar um sabor agradável, deixa o prato mais colorido, com tom amarelado. A curcumina é a substância principal. Muito usado na culinária Mediterrânea, o condimento tem propriedades antioxidantes, antiinflamatória, diminui edema no tecido adiposo, melhorando a dor, diminui o colesterol ruim (LDLc), e é utilizado para melhorar doenças pulmonares e hepáticas. Estudos recentes mostram melhora na psoríase e doenças na vesícula biliar. Pode ser colocado no arroz, frango, batatas ou qualquer preparação.

Gengibre: Bom e velho conhecido dos japoneses, o gengibre com seu sabor picante e adocicado, pode ser usado tanto em doces como salgados, além de ser bom acompanhamento para sucos, chás e sopas. Sua principal substância, o gingerol, tem várias ações como inativador do NF-kappaB que é um ativador de doenças como câncer, obesidade, inflamação, depressão e outras inúmeras; é ótimo para diminuir o enjôo e vômitos; tem ação antioxidante por ser rico em selênio, zinco e magnésio; ajuda na diminuição dos sintomas da TPM por ser fonte de vitamina B6 e B3; ajuda na cicatrização, sendo utilizado para gastrites e ulceras e estudos recentes mostram que pode ser útil para diminuir a dor em pacientes com osteoartrite (mas as dosagens são altas para atingir com a alimentação, sendo ofertadas por suplementação). Por ser também um alimento termogênico, o gengibre aumenta a temperatura do corpo, obrigando o organismo a gastar mais energia.


Aipo: Mais conhecido como salsão. Suas propriedades são: fornecer energia e prevenir a fadiga por ser rico em fósforo, prevenir a formação de cálculos renais, diminuição do cansaço no final da tarde, auxiliar na oxidação de gorduras, e ainda é importante para síntese muscular, pois é fonte de magnésio. Aumenta a resistência imunológica, melhora a digestão, diminui a acne por ser fonte de zinco. Ele pode ser utilizado em sopas, saladas ou como condimentos.
TEMPERO NATURAL
  • 1 maço de sálvia
  • 1 alho poró
  • aipo
  • 4 cabeças de alho
  • 1 cebola
  • 1 pimentão vermelho
  • Manjericão / Alfavaca
  • Hortelã
  • Pimenta
  • Alecrim
  • Manjerona
  • Azeite de oliva extra virgem ou água para misturar
  • 1 xícara de sal.
Modo de Preparo
Bata o alho com um pouco azeite de oliva extra virgem ou água no liquidificador. Em seguida, acrescente os demais ingredientes, um a um até que a mistura fique homogenia. Feito isso, acrescente uma xícara de sal para que o tempero seja melhor conservado. Armazenar em potes tampados.

RECEITA FEIJOADA
Preparação culinária aprovada e recomendada para utilização em hipertensos
FEIJÃO: 1 concha – 1 pessoa

Sugestão 1
Cebolinha verde (3,87 g - 1 Colher de sopa)
Louro (0,21 g – 2 folhinhas pequenas)
Sálvia (1,02 g – 10 folhinhas)
Hortelã (0,77 g – 11 folhinhas)

Sugestão 2
Cebolinha verde (3,87 g - 1 Colher de sopa)
Pimentão verde (9,35 g – 1 Colher de sopa)
Tomate (18,46 g – 1 Colher de sopa)

Sugestão 3
Cebolinha verde (3,87 g - 1 Colher de sopa)
Tomate (18,46 g – 1 Colher de sopa)
Pimenta calabresa (0,08 g – 1 pitada)
Louro (0,32 g – 2 folhinhas)

RECEITA ARROZ
ARROZ: ½ xícara por pessoa

Sugestão 1
Arroz (1/2 xícara)
Óleo (1 colher de chá)
Mostarda em grão (1/2 colher de chá)
Mostarda em pó (1/8 colher de chá)
Água – 1 xícara

Sugestão 2
Arroz (1/2 xícara)
Óleo (1 colher de chá)
Cebolinha verde (1,33 g – 1colher chá)
Hortelã (0,66 g - 10 folhinhas)
Sálvia (0,94 g – 9 folhinhas)
Água – 1 xícara

MOLHO DE TOMATE ESPECIAL SEM SAL
Pode ser usado em massa, batata ou mandioca.
Ingredientes: Tomate, Pimentão, Cebolinha verde, Mostarda em pó, orégano e óleo.

TEMPERO PARA SALADA
Ingredientes: Cebolinha verde, tomate, pimentão e orégano.

TEMPERO PARA A CARNE
Ingredientes: orégano, sálvia, hortelã e cebolinha verde.            

Condimentos e ervas aromáticas que podem substituir o sal no preparo dos alimentos
Açafrão (ou cúrcuma), alcaçuz, alcarávia ou kümmel, alfavaca, anis (erva-doce), anis-estrelado, artemísia, baunilha, canela, cebolinha verde, cominho, cravo-da-índia, estragão, gengibre, hortelã, louro, mostarda, noz-moscada, orégano, páprica, pimenta, pimenta malagueta, pimenta dedo de moça, pimentão, raiz forte, sálvia, segurella, tomilho, urucum.


REFERÊNCIAS
Ana Paula Fidelis, nutricionista. Temperos I. Disponível em <http://www.anapaulafidelis.com.br/search/label/Temperos>. Acesso em 6 abril 2011.



terça-feira, 5 de abril de 2011

CAFÉ VERDE: o mais novo termogênico?


Vocês podem estar se perguntando: Como assim, café verde? Sim. Porém, ao contrário do que se possa imaginar, o café verde não tem coloração esverdeada, ele é marrom assim como o grão torrado. A diferença é que o café verde não passa pelo processo de torrefação.

Por conter cafeína em concentração duas vezes maior do que no grão torrado, o mesmo utilizado para fazer o café que tomamos no dia-a-dia, teria um ótimo efeito termogênico, sendo um aliado para os praticantes de atividade física e um coadjuvante em dietas que visam o emagrecimento. Entretanto, pesquisadores de Minas Gerais não encontraram uma diferença tão grande na quantidade de cafeína do café verde para o torrado: 1,61% de cafeína no grão verde  e 1,38% de cafeína no grão torrado escuro.

Outro benefício atribuído ao café verde é a quantidade de antioxidantes, que chega a ser de três a cinco vezes maior. Mas tanto o café verde quanto o grão torrado contém 0,06% a 0,32% de cafeína, teobromina, teofilina, taninos e flavonóides, e de 5% a 10% de ácido clorogênico e em média 15% de proteína, sendo os aminoácidos mais encontrados o ácido glutâmico, ácido aspártico e leucina.

Durante o processo de torrefação, somente a cafeína é mantida em suas concentrações encontradas no fruto verde. Porém, as substâncias mais estudadas são a cafeína e o ácido clorogênico.

A cafeína, além de atuar como um termogênico natural, melhorando o metabolismo e favorecendo a perda de peso, também atua inibindo as adenosinas, que são as substâncias responsáveis por induzir o sono e, assim, promover um maior estado de atenção. Além disso, promove a oxidação de gorduras corporais e facilita a sua eliminação.
Já o ácido clorogênico, presente no café verde em concetração duas vezes maior do que a encontrada no café torrado, diminui a absorção de glicose a nível intestinal e participa no metabolismo dos açúcares inibindo a enzima glicose-6-fosfatase, que é responsável pela liberação de açúcares do fígado para a corrente sanguínea. Essa inibição mantém os níveis baixos de glicose e diminui o acúmulo de gordura, já que açúcar em excesso é transformado em gordura de deposição. Por sua ação no metabolismo da glicose o café verde também pode ser um coadjuvante no tratamento de pacientes diabéticos. O ácido clorogênico também parece agir no estado de humor das pessoas evitando a depressão, porém os mecanismos ainda não são claros.

O potencial antioxidante do café verde fez com que as pesquisas em torno de produtos cosméticos utilizando seus princípios ativos fossem intensificadas. Isso por que a ação antioxidante do ácido clorogênico atua no combate aos radicais livres, os vilões do envelhecimento, e protege contra as radiações ultravioletas.

Os estudos e aplicações do café verde ainda são recentes, por isso é necessário cautela ao utilizar. Procure seu nutricionista ou médico, pois se trata de um produto com contra-indicação para pessoas hipertensas, com tendência ao nervosismo, hipertireoidismo, gastrite crônica, úlceras gastroduodenais, problemas hepáticos e reumáticos. Além de não ser encontrado com facilidade no mercado, necessitando de uma prescrição para a farmácia de manipulação em cápsula ou balas de colágeno.

Na mesa

A Nescafé lançou o Green blend, uma mistura de café verde (35%) e torrado (65%), ambos solúveis. Promete ser um poderoso antioxidante.



A Nestlé, por sua vez, introduziu no mercado a linha de hidronutrição chamada Nesfluid. A Body, bebida gelada à base de água de coco e lactoserum, possui chá verde, café verde e abacaxi como compostos ativos. Contribuir para o metabolismo de lipídios.


Referências:

·         DO VALLE, Pedro Lobo. Café verde. Disponível em: Acesso em: 16/03/2011
·         Paulo. Emagrecer com café verde. Disponível em: Acesso em: 16/03/2011
·         Café verde: o antioxidante da vez. Disponível em: Acesso em: 17/03/2011
·         CAPUANO, Cris. Café verde: o antioxidante da vez. Disponível em: Acesso em: 17/03/2011
·         Café verde emagrece. Revista Boa Forma. São Paulo: Editora Abril, Mar 2001.
·         A nutricionista.com. Disponível em: <http://www.anutricionista.com/cafe-verde-o-mais-novo-termogenico.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+Nutricionista+%28Nutricionista%29&utm_content=Yahoo%21+Mail>. Acesso em 5 abril 2011.

ORTOREXIA NERVOSA: o limite do saudável!





O que é ortorexia nervosa?

Ortorexia nervosa significa literalmente “fixação pela ingestão de alimentos saudáveis”. Ela geralmente tem início de forma inocente. A pessoa começa a comer de maneira mais saudável e vai desenvolvendo uma obsessão pela qualidade e pela pureza dos alimentos que ingere, tornando-se cada vez mais preocupada com o que comer, o quanto comer e com os “deslizes” na alimentação.

Na verdade, o indivíduo sente imenso pavor de ingerir algum alimento que acredita prejudicar a saúde, o que geralmente o faz seguir uma dieta extremamente restritiva e por consequência inadequada em vários nutrientes. Por exemplo, restringir o consumo de carnes vermelhas, gordurosas, é recomendado pelos nutricionistas, mas essa informação faz com que a carne vermelha, inclusive as magras, seja totalmente excluída do cardápio dos portadores de ortorexia. Se é sabido que o pão integral possui mais fibras e pode ser uma escolha saudável, o ortoréxico passa a acreditar que o pão branco faça mal a saúde e o exclui do cardápio. Eventualmente, as escolhas alimentares se tornam tão restritas em variedade e calorias1 que a saúde sofre – uma ironia para pessoas tão dedicadas a uma alimentação saudável.

Outra preocupação constante é com possíveis contaminantes sejam microbiológicos ou químicos. Estão sempre em busca de alimentos orgânicos isentos de agrotóxicos e podem percorrer grande distância e pagar altos preços por alimentos com propriedades funcionais e nutricionais duvidosas. Passam horas analisando os rótulos dos alimentos e dias planejando suas refeições. Muitos fazem uso de polivitamínicos de forma exagerada porque ouviram que a Vitamina C fortalece o sistema imunológico ou que o cálcio previne osteoporose, por exemplo.

A rigidez é a marca deste novo estilo de alimentação. Cada dia se torna uma oportunidade para “comer corretamente apenas alimentos considerados saudáveis” e para se auto-punir caso não consiga seguir exatamente o estilo rígido proposto. As autopunições variam entre jejuns, restrição alimentar ou excesso de exercícios físicos.

A auto-estima é baseada na pureza dos alimentos consumidos e estas pessoas se sentem superiores aos outros no que diz respeito à ingestão alimentar.

A obsessão com a alimentação saudável atrapalha outras atividades e interesses, prejudica as relações afetivas e se torna física e psicologicamente perigosa.

A ortorexia é um transtorno alimentar?

Ortorexia é um termo criado em 1997 pelo médico americano Steven Bratman para descrever sua própria experiência com comidas e alimentação. Ele se reconheceu como portador do “distúrbio” e registrou sua experiência no livro Health Food Junkies, que poderia ser traduzido como "Viciados em Alimentos Saudáveis". A partir daí, profissionais de saúde de vários países começaram a identificar casos do “distúrbio” e passaram a divulgá-lo

Não é um transtorno alimentar reconhecido oficialmente, mas é semelhante a outros distúrbios alimentares como a anorexia nervosa2 e a bulimia3. Os anoréxicos e bulímicos mostram obsessão por peso e calorias1 e os ortoréxicos são obcecados pelos alimentos saudáveis (não é uma obsessão por ser magro ou perder peso).

Por que alguém se torna um ortoréxicos?

A ortorexia parece ser causada por uma preocupação excessiva com a saúde e longevidade, mas há motivações subjacentes como o medo de ter problemas de saúde, compulsão por ter o controle completo de uma situação, fuga de fobias, desejo de ser magro, melhora da auto-estima, busca de espiritualidade através dos alimentos e o uso da alimentação como busca de identidade.

Será que eu tenho Ortorexia?

Considere as questões abaixo. O maior número de respostas afirmativas fala a favor da Ortorexia.
  • Você gostaria que, ocasionalmente, pudesse apenas comer e não se preocupar com a qualidade dos alimentos que ingere?
  • Você já desejou que pudesse gastar menos tempo com comida e mais tempo em outras atividades?
  • Faz parte das suas habilidades apenas comer uma refeição preparada por alguém que você ama – uma única refeição – sem pensar em tentar controlar o que é servido?
  • Você está constantemente procurando entender os motivos pelos quais os alimentos podem não ser saudáveis para você?
  • Trabalho, amor, diversão, criatividade estão em segundo plano, após a importância de uma dieta saudável, na sua vida?
  • Você se sente culpado ou com raiva4 quando abusa na dieta ou mesmo comete um pequeno deslize no seu planejamento alimentar?
  • Você se sente no controle quando come apenas alimentos considerados saudáveis?
  • Você já se sentiu melhor do que outras pessoas ao imaginar que você come adequadamente e não consegue entender como os outros podem comer determinados alimentos como fast food, enlatados, biscoitos gordurosos, etc.?

Não é bom ter uma dieta saudável?

Seguir uma dieta saudável não significa ter ortorexia e não há nada errado em ter hábitos alimentares saudáveis. A menos que isto esteja ocupando uma enorme quantidade de tempo e atenção da sua vida, que isto afaste você de pessoas queridas e de seu trabalho, que você se sinta culpado por ingerir comidas não tão saudáveis esporadicamente, ou seja, que sua alimentação seja usada para que você fuja de problemas que precisa enfrentar na vida.

A dieta dos ortoréxicos pode realmente ser insalubre. Os problemas nutricionais dependem de qual dieta cada um impõe a si mesmo.

Os problemas sociais são mais evidentes. Um ortoréxico pode ser socialmente isolado, muitas vezes por planejar sua vida em torno da comida. Ele pode ter pouco espaço na vida para outra coisa além do planejamento da ingestão de alimentos, pode perder a capacidade de comer de forma intuitiva – não saber mais quando tem fome, o quanto precisa comer ou quando está satisfeito.

Qual é o tratamento da ortorexia?

O primeiro passo é admitir o problema, o que pode ser extremamente difícil de ser notado pela pessoa com esta condição. Depois é necessário observar o que está causando esta obsessão. Pode haver questões emocionais envolvidas no problema.

Mesmo a ortorexia não sendo uma doença que um médico vai diagnosticar, por não estar reconhecida oficialmente, discutir essas questões com um psicólogo ou um psiquiatra pode ajudar muito, principalmente se ele tem a prática de atender pessoas com outros transtornos alimentares.

Pessoas que ficaram livres desta condição ainda comem de maneira saudável. No entanto, sabem reconhecer a diferença entre hábitos alimentares saudáveis e a obsessão pela qualidade da comida que ingerem. Eles descobrem que, enquanto comer é importante, isto é apenas um aspecto da vida e há coisas mais valiosas a fazer.

É sabido que cuidados com a alimentação são necessários para a preservação da saúde.  A reeducação alimentar é sempre bem vida em nossa sociedade em que os números de casos de obesidade, doenças cardiovasculares e câncer crescem a cada dia. No entanto, a busca por informações corretas, com profissionais adequados, conhecedores dos consensos nutricionais da comunidade científica e da ética, assim como, pensamento crítico em relação ao que é apresentado na mídia, seja por programas de reportagem ou campanhas de marketing, pode afastar os perigos da ortorexia.


Referências:
·         ABC.MED.BR, 2011. Ortorexia nervosa. O que é?. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/176187/ortorexia+nervosa+o+que+e.htm>. Acesso em: 1 abr. 2011.
·         Bratman, Steven & Knight, David. Health Food Junkies. Nova York: Broadway Books, 2004.
·         http://www.orthorexia.com

LIMÃO: o sabor azedinho saudável!

Notícia publicada no site do CRN9 (http://www.crn9.org.br/noticia.php?id=127) no dia 25 de março de 2011. Acesso em 5 abril de 2011.


O limão pode causar cara feia em quem prova, mas o nosso organismo agradece os benefícios que essa fruta proporciona. Praticamente tudo pode ser aproveitado! Sua polpa é rica em minerais e vitaminas, já a parte branca da fruta tem muita pectina, fibras solúveis e na casca (que pode ser usada ralada em tortas e bolos) o D-limoneno previne alguns tipos de câncer. Esta substância penetra com facilidade em todos os tecidos e células de nosso organismo e é um poderoso solvente de toxinas e gorduras. Com isso, dissolve cálculos renais e ajuda a desentupir veias. A vitamina C (ou ácido ascórbico) presente em sua composição é um excelente antioxidante, estabiliza a estrutura do colágeno, é fotoprotetor, ajuda na cicatrização e infecções. Além disso, o ácido cítrico auxilia na digestão.

A combinação da vitamina C com o ácido cítrico combate os radicais livres e aumenta a resistência do sistema imunológico, prevenindo gripes e resfriados. O bioflavonóide presente no limão, juntamente com a vitamina C auxiliam a queda de colesterol ruim e aumenta a resistência dos vasos sanguíneos.

O limão tem o poder de alcalinizar o ph sanguíneo, isto significa que a alcalinidade de um meio ajuda as enzimas do fígado, responsáveis pela desintoxicação (eliminação de toxinas) a funcionar melhor. Fígado trabalhando adequadamente elimina toxina, ajuda emagrecer.

Consumir a mistura de limão com água morna, na temperatura do corpo, age na limpeza do organismo enquanto estamos em jejum. Com a limpeza do organismo e a regularização do metabolismo, é possível acabar com o depósito de gordura. Esta prática pode até funcionar... muitas pessoas já a seguiram ou conhecem quem a praticou! Não acredito que este hábito seja saudável ou que seja a melhor forma para se diminuir o depósito de gordura. Tomar uma mistura de limão com água morna pode causar gastrites e úlceras estomacais. CUIDADO!!!

Sugestão de consumo: dois limões por dia em sucos ou temperos para saladas.

Acessem o link e confiram as várias receitas que utilizam o limão como ingrediente principal: <http://www.moo.pt/receitas/tag/lim%C3%A3o/>

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ranelato de Estrôncio: uma droga eficaz quando o assunto é osteoporose!

Enquanto passeava de carro com meu esposo e escutava a rádio CBN ouvi uma reportagem muito interessante sobre a osteoporose. Então resolvi transcrevê-la para facilitar o entendimento de todos. A reportagem foi exibida pelo repórter Luis Fernando Correia no dia 28 de março de 2011: “Pesquisa espanhola traz novidades para o tratamento da osteoporose”. O áudio pode ser ouvido na página: http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/luis-fernando-correia/2011/03/28/PESQUISA-ESPANHOLA-TRAZ-NOVIDADES-PARA-O-TRATAMENTO-DA-OSTEOPOROSE.htm.

Reportagem transcrita:

“São 10 milhões de pessoas no Brasil e mais de 200 em todo o mundo: estes são os números da osteoporose. Uma doença silenciosa onde os ossos ficam mais frágeis e, portanto, mais sujeitos a fraturas. Uma pesquisa apresentada no Congresso Europeu de Osteoporose em Valência na Espanha trouxe uma boa notícia para quem sofre deste problema. Os ossos diferentemente de como se pensa passa por um contínuo processo de renovação, assim como todos os tecidos do nosso corpo. Dois tipos de células fazem o trabalho de retirar o osso velho e criar o osso novo dentro da estrutura dos nossos ossos: os osteoclastos que desfazem os nossos ossos e os osteoblastos que reconstroem. Nas mulheres especialmente após a menopausa esse processo fica desequilibrado e a retirada de osso passa a ser maior que a renovação, deixando assim os ossos mais frágeis. O tratamento da osteoporose se baseia na reposição de cálcio e na administração de medicamentos que possam interferir neste processo de reconstrução. A pesquisa apresentada na Espanha comprovou a eficácia de umas substâncias sob os ossos com osteoporose já que alguns medicamentos conseguem bloquear as ações das células que destroem o osso, freando assim o processo. Uma substância estudada que foi o Ranelato de Estrôncio se mostrou eficaz em bloquear a destruição do osso e também estimular a reconstrução de osso novo, aumentando a densidade óssea e diminuindo a osteoporose. Este estudo envolveu 75 centros de pesquisa em 12 países, inclusive o Brasil. Na pesquisa, os pacientes, todas as mulheres após menopausa, foram avaliadas por métodos radiológicos e a eficiência comprovada através de biopsia óssea. Os ossos mais fortes são importantes por diminuir o risco de fraturas especialmente as do fêmur e da coluna vertebral. Cuide dos seus ossos, mas não espere a idade chegar. Converse com seu médico já para avaliar a saúde de seu esqueleto.”
O doutor Bernardo Stolnicki, segundo vice-presidente do Comitê de Osteoporose da Sociedade Brasileira de Ortopedia, em uma entrevista realizada no dia 29/03/2011 pelo repórter Luis Fernando Correia para a rádio CBN, destacou o Ranelato de Estrôncio também como uma droga eficaz no tratamento da osteoporose para os homens. Segundo o médico ortopedista, com o aumento da longevidade esta doença atinge também o sexo masculino, o que não era observado antigamente. Enfatizou ainda que o ideal, na medicina toda, é se trabalhar com a prevenção. O importante é identificar os pacientes que poderão ser potencialmente vítimas da osteoporose e atuar tanto na formação da massa óssea quanto na diminuição da perda de massa óssea, para evitar que estes pacientes venham a desenvolver a doença.



SOBRE A OSTEOPOROSE

A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica, caracterizada por massa óssea baixa e deterioração microarquitetural do tecido ósseo, conduzindo à fragilidade do osso e ao aumento do risco de fratura.

O principal constituinte do esqueleto é o tecido ósseo, um tipo especializado de tecido conjuntivo, formado por osteócitos, osteoclastos, osteoblastos e matriz óssea. As células responsáveis pela produção e manutenção dos ossos são os osteoclastos e osteoblastos. Os osteoclastos têm a função de reabsorção óssea, já os osteoblastos são responsáveis pela síntese de osso novo, e suas atividades são controladas por hormônios.

A osteoporose acontece porque há uma desproporção entre as atividades osteoblásticas e osteoclásticas, onde a ação dos osteoclastos é maior do que a ação dos osteoblastos. Esse desequilíbrio resulta numa perda excessiva de massa óssea, podendo chegar a 35% nas mulheres nos dez primeiros anos após a menopausa. Esta relação de perda óssea pode ter seu processo ainda mais intensificado, quando esta estrutura se encontra exposta a alguns fatores de risco como idade avançada, hereditariedade, diabetes, fumo, álcool em excesso, falta de atividade física, dieta, fatores hormonais (hormônios que regulam o cálcio).

A osteoporose pode ser dividida em dois tipos de acordo com sua origem. A osteoporose primária, que é subdividida em dois tipos. A do tipo I está associada a deficiência de estrogênio, a do tipo II esta relacionada com o envelhecimento. Já a osteoporose secundária é associada a um processo patológico, como distúrbios endócrinos, falha na absorção de nutrientes, neoplasias ósseas malignas, uso prolongado de corticóides e insuficiência renal.

Durante a menopausa acontece uma queda brusca dos níveis de estrógeno, o que diminui a absorção intestinal de cálcio, provocando a osteoporose. Mas os homens também podem ter esta doença, só que ela aparece em uma idade mais avançada, uma vez que eles não têm uma queda brusca na produção de seus hormônios sexuais.

Os hormônios envolvidos na remodelação óssea

Com o avanço da idade na mulher, por volta dos 45 anos, ocorre invariavelmente a menopausa, o fim do seu ciclo reprodutivo, em que ocorre a queda dos hormônios femininos (estrógeno e progesterona). Com isso, alguns transtornos emocionais e físicos podem acontece, e dentre os físicos a osteoporose. Já nos homens o processo fisiológico da diminuição na produção da testosterona ocorre de forma discreta, cerca de 1% ao ano após os 40 anos de idade. Quando essa queda é mais acentuada, o fenômeno é denominado de Andropausa ou climatério masculino (resultado das disfunções sexuais e os problemas físicos provocados pela diminuição do nível de testosterona que atinge homens com mais de 50 anos). Alguns homens podem apresentar também problemas físicos, e dentre eles, está a osteoporose.

A calcemia (nível de cálcio no sangue) é regulada pelos hormônios: paratormônio ou PTH (produzido na paratireóide) e calcitonina (produzido na tireóide). O PTH causa um aumento no número de osteoclastos (células responsáveis pela degradação óssea), com liberação de fosfato de cálcio e aumento do nível de cálcio no sangue. O hormônio calcitonina se opõe ao efeito do PTH, ou seja, inibe a retirada de cálcio dos ossos.

Outros hormônios também são importantes no processo de formação e remodelagem óssea como o estrógeno, testosterona e cortisol. O estrógeno aumenta a expressão dos receptores de vitamina D (1,25 diidroxivitamina D3), hormônio do crescimento (GH) e progesterona, além de modular as respostas das células osteoclásticas estimuladas pelo PTH.

Além do fator hormonal envolvido no equilíbrio da calcemia, uma questão importantíssima é que o cálcio pode ser retirado dos ossos para a manutenção de níveis sangüíneos normais durante períodos de privação de cálcio na alimentação.

Diagnóstico

O tratamento terá um maior progresso se iniciado com um diagnóstico, determinando a evolução e o estágio da osteoporose. A forma usual para o diagnóstico da osteoporose é o estudo de imagem feita pelo DEXA, que mede a densitometria óssea (DMO), normalmente da coluna vertebral e do quadril. Sabemos que a osteoporose é uma doença que não apresenta sintomas, e por isso é comum ela ser detectada após os indivíduos sofrerem fraturas.

Prevenção

A prevenção da osteoporose deve ser iniciada com a devida importância ao estilo de vida e a dieta, ainda na infância, com quantidades suficientes de cálcio (1,0 g/dia), vitaminas D e C, e proteínas, com regular exposição ao sol (15 minutos/dia antes das 10h e após as 16h, com exposição de 5% de superfície corpórea (braços e ou pernas), para ativação da vitamina D responsável pela deposição de cálcio nos ossos), atividades físicas, precauções contra quedas e controle de reposição hormonal (medicamentos). Além de reduzir os excessos, como: o consumo alto de café e álcool, uso de tabaco e alguns fármacos nas idades futuras.

O período principal para se prevenir a osteoporose são nas duas primeiras décadas de vida, mas é dos 20 aos 30 anos que ocorre o pico de massa óssea. Além de exercício físico vigoroso até os 30 anos, também é necessária a ingestão adequada de cálcio, principalmente durante a infância e a adolescência, para se obter um elevado pico de massa óssea.

A atividade física diminui a possibilidade dos ossos em perder cálcio e faz com que eles fiquem mais densos. Além disso, o exercício agudo, não intenso, aumenta os níveis de calcitonina e vitamina D, proporcionando um balanço positivo de cálcio e prevenindo a reabsorção óssea (saída de cálcio dos ossos para equilibrar a calcemia).

O aumento da massa óssea durante a infância e a adolescência vai refletir na fase adulta, quando se atinge o pico de massa óssea. Quanto maior for esse pico, menor é o risco do indivíduo ter osteoporose. A prevenção deve começar desde cedo.

Tratamento

O tratamento é feito a partir de programas de reabilitação, principalmente os exercícios físicos resistidos e medicamentos. O tratamento por medicação é classificado em duas categorias: a primeira medicação é a que estimula a formação óssea que inclui: cálcio, vitamina D e os biosfosfanatos para homens e mulheres; a segunda medicação é a que reduz a reabsorção óssea, que inclui: reposição hormonal, biofosfanatos, calcitonina, cálcio e vitamina D para as mulheres. Porém, se as medidas preventivas no tratamento de osteoporose forem interrompidas a perda óssea retornará.

Relação entre a idade e a densidade mineral óssea

Quase 90% do conteúdo mineral ósseo são depositados no final da adolescência. A maioria dos estudos indicam que o período entre os 9 e 20 anos de idade é crítico na formação de uma densidade mineral óssea. O ideal como uma salvaguarda contra as perdas inevitáveis que ocorrem com o processo de envelhecimento deve ser iniciada na infância e na adolescência, ou especialmente antes dos 35 anos de idade, evitando assim a redução da perda óssea nos anos posteriores.

Relação entre a dieta e a densidade mineral óssea

As dietas têm um papel importante na saúde do osso. O componente protéico do osso, o osteóide, precisa ser mineralizado para dar ao osso sua rigidez e sua força. O elemento mineral essencial e necessário para esse processo é o cálcio. O cálcio está fortemente disponível em nossa dieta, com muitos alimentos servindo de fonte.

O corpo humano contém cerca de um quilo de cálcio, quase todo em nosso esqueleto; 1% é encontrado na corrente sanguínea e outros fluidos corporais. Para manter esse nível de cálcio, devem ser incluídos na dieta alimentos ricos em cálcio, como leite e seus derivados, vegetais de folhas verde-escuros, quinoa, amêndoas, avelã, aveia, feijão, flocos de cereais, farinha de peixe, melado de cana, dentre outros. Algumas pessoas, porém não são capazes de obter tudo que necessitam apenas de sua dieta, utilizarão um suplemento de cálcio para elevar esse nível.

Quando a quantidade de cálcio do sangue não está em equilíbrio ocorre a reabsorção óssea, ou seja, o cálcio é retirado dos ossos e vai para a circulação sanguínea, favorecendo um nível adequado de cálcio no sangue.

Nem todo o cálcio ingerido é utilizado pelo organismo, pois cerca de 20 a 40% do cálcio da dieta são absorvidos no segmento mais proximal do intestino delgado por processo ativo, dependente da presença de vitamina D e da proteína de ligação do cálcio, envolvendo a forma solúvel ionizada ou ligada à albumina que vai para a corrente sanguínea por processo ativo.

A vitamina D é necessária à deposição do cálcio na matriz dos ossos, exercendo efeito direto na calcificação do tecido ósseo.

A absorção de cálcio está também relacionada com a ingestão de proteínas e de glicídios. Uma grande porcentagem de cálcio é absorvida quando a dieta apresenta alto teor de proteínas, o que parece ser devido à influência de alguns aminoácidos como lisina, arginina e serina sobre o pH intestinal e a formação de complexos solúveis cálcio/aminoácido. Quanto aos glicídios, a lactose parece aumentar a absorção do cálcio, principalmente no íleo, talvez pela atuação de lactobacilos produtores de ácido lático que aumenta o pH intestinal.

Os lipídios também exercem influência sobre a absorção do cálcio, pois seu excesso na dieta ou sua absorção reduzida acarretam um excesso de ácidos graxos livres no intestino, que combinam com o cálcio livre e forma cálcio insolúvel, de saponificação, sendo este complexo excretado.


Referências:

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